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Hoje, todo mundo sabe que tem que mudar, porque na vida moderna tudo muda, rapidamente, e temos que estar preparados para nos adaptar às novas condições que a tecnologia vem impondo ao dia-a-dia.

Apesar dessa obviedade, resistimos ao máximo; às vezes tanto, que prejudicamos a nós mesmos com a demora, como quem, na iminência do naufrágio, se agarra ao transatlântico até o último instante, correndo o risco de afundar no oceano tragado por ele.

Seria melhor ter começado a nadar logo (claro que, no caso do Titanic, a água congelante matava em seguida).

Quem se atira e começa a nadar logo são os jovens.

Por isso é que temos que trabalhar com estagiários de direito, especialmente aqueles prestes a se credenciar na OAB para auxiliar advogados no exercício da profissão, como etapa complementar e útil à sua boa formação.

Nos meus tempos de escritório-modelo na faculdade de direito, então chefiado pelo Prof. Fux, essa experiência era dividida em quatro etapas: trabalho, família, cível e penal, com um semestre para cada.

Hoje, na PUC, meu filho reporta um curso multifacetado em opções, antes mesmo desse credenciamento para estágio, ao mesmo tempo em que a internet já é presença natural em sala de aula.

Com a maior assimilação da internet, ficou claro que o modelo educacional em uso está sendo modificado em prol do uso de novos recursos de pesquisa, que a tecnologia proporciona a um número crescente de pessoas, causando rápida desintermediação, desestruturando os meios de produção tradicionais.

Algumas dessas pessoas que, hoje, se vêem cada vez mais incorporadas à banda larga, nunca tiveram sequer telefone, e agora são alcançadas por uma telecomunicação muito mais eficiente, nunca antes navegada em tão larga escala.

As consequências são muitas (como provam os árabes…), mas para o sistema educacional é crucial aproveitar bem essas novas ferramentas, para melhorar o nível educacional do cidadão, esteja onde estiver, nos rincões mais distantes do país.

O garoto Khan mostrou à Harvard e ao MIT (que fundaram juntos a edxonline.org) que ainda há muito o que aprender sobre o método.

Com o exame nacional da OAB, as faculdades de direito tem o desafio de formar pessoas que venham a passar nesse exame, porque não basta vender diploma de bacharel; então, para se desincumbir desse dever, de aprovar quem está apto a se credenciar perante o órgão de classe para o exercício da profissão, a instituição de ensino não pode inovar, tem que ensinar o conteúdo mínimo exigido para essa validação.

Se a sofrível qualidade das faculdades de direito não fosse preocupação maior que o método de ensino adotado, por representar verdadeiro crime contra a economia popular, a inovação necessária à qualificação do profissional para o modus faciendi atual dos operadores do direito envolve questões inteiramente estranhas ao currículo, para as quais, mesmo passando na prova da OAB, os recém-formados estarão francamente despreparados, salvo a otimização do período de estágio para um maior contato com toda a parafernália envolvida no seu dia-a-dia, desde os diversos sistemas operacionais das estações de trabalho, que hoje incluem smartphones, passando pela intensiva utilização de aplicativos e serviços obrigatórios, como a identidade digital, até o manejo de dispositivos auxiliares à captura e reprodução de som e imagem, também inevitáveis.

É o desafio.

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